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Confira os especiais: Telenovela 60, retratos, kees e acting.

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Em 2011, a Telenovela Brasileira fez aniversário. Há 60 anos, a TV Tupi exibia o primeiro capítulo de Sua Vida Me Pertence. Naquela época, a novela ainda não era diária e, como não existia videoteipe, tudo era ao vivo. Em comemoração ao aniversário, o cutícula preparou um ranking com as 10 principais novelas destes 60 anos.

Preparar uma retrospectiva da teledramaturgia brasileira não é tarefa simples. A lista começa com umas trinta, depois se elimina com desapego. Existem as afetivas, que marcam um momento da sua vida, mas que não foram tão históricas como você imagina e outras que são de excelente qualidade, mas que foram riscadas pelo quesito inovação.

As ausências mais sentidas são as tramas de Dancing’Days e Tieta. Vale destacar também a câmera frenética de Senhora do Destino, o mistério sobre o caráter das protagonistas de A Favorita e as tramas episódicas de Insensato Coração, que tinham começo, meio e fim durante a própria novela. Reserve um tempinho e acompanhe aqui o top10 do cutícula.

O Clone (2001)

Aos poucos, Gloria Perez foi emplacando sua autoria na história da teledramaturgia brasileira. A autora não teve pudor ao misturar cultura cigana, Internet e crianças desaparecidas ou em criar uma trama onde uma transplantada se apaixonava pelo amor da antiga dona de seu coração. Em O Clone, o descompromisso com a realidade atingiu seu ápice. Começou com uma passagem de tempo que não convencia ninguém, seguiu com uma ponte área incomum entre Brasil e Marrocos (onde todos falavam português) e com uma história onde um clone de um gêmeo morto se apaixonava pela mesma mulher do irmão. Inexplicavelmente o público acreditava e transformava a novela no maior sucesso dos últimos tempos.

Gloria Perez
 resgatou as tramas barrocas que perderam espaço com Beto Rockfeller e inovou ao trazer esquetes e bordões típicos de programas humorísticos e em criar um local onde se podia contar com a presença de famosos e cantores. No caso, o bar da Dona Jura. Enfim, como esta mesma dizia, “Não é brinquedo não”.

Pantanal (1990)

Há tempos, Benedito Ruy Barbosa apresentava a sinopse da novela à Rede Globo, mas a emissora não tinha interesse em transferi-lo para o horário das oito. O autor arriscou e acabou emplacando a novela na extinta Rede Manchete.

Pantanal foi um marco não só por ameaçar o monopólio da TV Globo, mas pela linguagem inovadora. O diretor Jayme Monjardim investiu em longos planos, paisagens bucólicas, tuiuiús e jovens atores numa narrativa incomum. Aos poucos, os telespectadores foram se contaminando pelo ritmo da novela, que acabou representando um alivio diante da loucura da vida contemporânea. O público masculino foi um dos primeiros a fazer a transferência de canal, empolgado pelos banhos de rio que a novela exibia. Outra razão para o sucesso era a imersão dos atores no clima pantaneiro. Nas gravações, eles tinham dificuldade na comunicação com seus familiares e a experiência acabou servindo de intenso laboratório e integração entre o elenco.

Que Rei Sou Eu? (1989)
A novela se passava em um imaginário país europeu, três anos antes da Revolução Francesa. No reino de Avilan, o povo vivia na miséria e enfrentava a instabilidade financeira e os sucessivos planos econômicos, enquanto os governantes eram corruptos e desonestos. Em Avilan, nem mesmo a guilhotina, importada da Alemanha a peso de ouro, funcionava. 
Através de Avilan, o autor Cassiano Gabus Mendes parodiava o Brasil. A metáfora só foi quebrada na emocionante cena final, quando o povo invadia o palácio, eliminava os opressores e tomava o poder. O líder dos rebeldes, Jean-Pierre, exclamava: “Ninguém vai mais explorar o trabalho do pobre, agora quero que gritem comigo: viva o Brasil!”. Foi a primeira vez que Avilan foi substituída pelo nome do país.

Que Rei Sou Eu? (1989)

A novela se passava em um imaginário país europeu, três anos antes da Revolução Francesa. No reino de Avilan, o povo vivia na miséria e enfrentava a instabilidade financeira e os sucessivos planos econômicos, enquanto os governantes eram corruptos e desonestos. Em Avilan, nem mesmo a guilhotina, importada da Alemanha a peso de ouro, funcionava. 

Através de Avilan, o autor Cassiano Gabus Mendes parodiava o Brasil. A metáfora só foi quebrada na emocionante cena final, quando o povo invadia o palácio, eliminava os opressores e tomava o poder. O líder dos rebeldes, Jean-Pierre, exclamava: “Ninguém vai mais explorar o trabalho do pobre, agora quero que gritem comigo: viva o Brasil!”. Foi a primeira vez que Avilan foi substituída pelo nome do país.

Vale Tudo (1988)

Vale a pena ser honesto no Brasil? O embate entre a ética e a desonestidade era o principal mote da novela. Os posicionamentos eram defendidos pela mãe batalhadora e sua filha mal caráter. Vale Tudo é a síntese de um país corrupto, onde  a desigualdade social e a impunidade são onipresentes.

A novela escancarava o país. Já na abertura, víamos nossas belas paisagens ao som de “Brasil” de Cazuza. A trama de Gilberto Braga era empolgante, bem amarrada e realista, onde a maioria dos vilões não foi punida. Maria de Fátima termina com um príncipe italiano e Marco Aurélio dá uma banana para a câmera, numa cena antológica. 

Roque Santeiro (1985)

Em 1975, Dias Gomes tentou adaptar sua peça O Berço do Herói para a televisão, mas no dia da estreia a novela foi censurada. Dez anos depois, e com a valiosa contribuição de Aguinaldo Silva, a novela estreou e foi o maior sucesso de audiência da história da TV, mantendo uma média de 67% do primeiro ao último capítulo, que deu pico de 100%. Vale ressaltar que não se trata de share e sim de índice de audiência. Literalmente, o Brasil inteiro estava querendo saber se a Viúva Porcina de Regina Duarte iria ficar com Roque ou Sinhozinho Malta.

Guerra dos Sexos (Globo, 1983)

A novela de Silvio de Abreu era uma divertida gincana entre os personagens de Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Com direção da dupla Guel Arraes e Jorge Fernando, a novela modificou totalmente o estilo do horário das 19h e representa um marco na dramaturgia. A partir de Guerra dos Sexos, as novelas da sete ficaram mais ágeis e escrachadas. O café da manhã entre os protagonistas virou um clássico, com direito a torta na cara no melhor formato pastelão. Assista os primeiros minutos da novela e cantarole a deliciosa música de abertura.

Escrava Isaura (Globo, 1976) Inspirada na obra homônima de Bernardo Guimarães, a novela se passa no Brasil do século XIX e retrata a escravidão e a luta pela libertação dos escravos. O autor Gilberto Braga transformou a história da escrava branca em um fenômeno mundial. Exibida em mais de 100 países, Escrava Isaura transformou Lucélia Santos em popstar na China e fez com que Fidel Castro suspendesse o racionamento de luz para os cubanos assistirem a novela.

Escrava Isaura (Globo, 1976)

Inspirada na obra homônima de Bernardo Guimarães, a novela se passa no Brasil do século XIX e retrata a escravidão e a luta pela libertação dos escravos.

O autor Gilberto Braga transformou a história da escrava branca em um fenômeno mundial. Exibida em mais de 100 países, Escrava Isaura transformou Lucélia Santos em popstar na China e fez com que Fidel Castro suspendesse o racionamento de luz para os cubanos assistirem a novela.